A Verdadeira Armadura: Do Coração!!!
Marcelo Victor R. Nascimento
Transformar pessoas em inimigas diretas revela a falta de
discernimento de que existem forças espirituais trabalhando para gerar divisão,
ódio e desânimo, o que não significa que podemos negligenciar a parábola do
joio e do trigo contada pelo Mestre, mostrando que há pessoas dissimuladas em
nosso meio (semelhantes ao joio), as quais são chamadas de "ministros da
justiça disfarçados" pelo apóstolo Paulo (2 Coríntios 11:14-15), pois nunca
revelam sua verdadeira intenção.
A batalha acontece nas regiões celestiais e afetam a natureza
humana, despertando as nossas próprias concupiscências (Tiago 1:14-15), com reflexo
nas seguintes áreas:
1. Dentro dos lares e casamentos;
2. Nos relacionamentos interpessoais;
3. Na mente e no coração do crente;
4. Na unidade da Igreja local.
Enquanto gastamos forças brigando com palavras e
agressividade, podemos estar deixando de enfrentar, de joelhos, aquilo que
realmente alimenta a discórdia no âmbito invisível.
1. Entusiasmo Não Substitui Preparo
Espiritual
Guerra espiritual não é espetáculo, curiosidade ou pretexto
para demonstração de poder. É um assunto sério que exige maturidade e intimidade
com o Senhor (vida com Deus).
No livro de Atos (capítulo 19), vemos a história dos filhos
de Ceva. Eles conheciam o nome de Jesus e tentaram usá-lo como uma fórmula mágica contra um espírito maligno. Como não viviam debaixo da autoridade de Cristo,
acabaram feridos e envergonhados.
Portanto, não basta pronunciar o nome de Jesus com os lábios;
é preciso pertencer a Ele, obedecer-Lhe e viver submisso ao Seu Senhorio.
O inimigo não deve ser enfrentado com presunção, tampouco deve ser temido como se fosse
igual a Deus. Satanás é apenas uma criatura limitada; Jesus é o Senhor que já
venceu e possui toda autoridade em todo o universo visível e invisível.
2. A Armadura na Prática Diária
Conhecer os nomes das peças da armadura divina não significa
estar revestido. Cada item representa uma atitude espiritual que deve ser
praticada diariamente:
· Cinturão
da Verdade: mantém
a vida fundamentada na Palavra, protegendo contra o engano.
· Couraça
da Justiça: guarda
o coração por meio de uma vida sincera e obediente a Deus.
· Calçados
do Evangelho da Paz:
conferem firmeza para caminhar sem ser dominado pelo ódio ou pela violência.
· Escudo
da Fé: apaga os
dardos de dúvida, medo, acusação e desânimo.
· Capacete
da Salvação: protege
a mente e assegura a certeza de pertencermos a Cristo.
· Espada
do Espírito: a
Palavra de Deus que desfaz as mentiras e revela a verdade.
A oração constante nos mantém vigilantes, enquanto o jejum (das
coisas que agradam a carne e desagradam a Deus) disciplina o "homem interior" e aprofunda
nossa consagração. Nenhuma dessas práticas compra autoridade divina, mas nos
lembram do quanto dependemos de Cristo.
3. Um Chamado de Volta à Presença
Se você se encontra cansado, desanimado ou até ferido por ter
tentado lutar com as próprias forças, saiba que o Senhor não o rejeitou. Ele
está convidando você a retornar à Sua presença.
Antes de tentar enfrentar a batalha na vida de outra pessoa, permita
que Deus examine a sua:
· Como
está o seu altar secreto (o coração)?
· Como
vai a sua vida de oração e leitura da Palavra?
· Suas
ações têm sido guiadas pelo Espírito Santo ou pela emoção?
Volte para a oração. Reative o seu altar. Peça discernimento
ao Espírito Santo e deixe que Deus fortaleça aquilo que a caminhada
enfraqueceu.
Nota: quanto ao “joio” da parábola do Mestre (os dissimulados), eles atuam na prática da seguinte maneira: (1) Mascaram a intenção com boa conduta, i.e., apresentam-se com um discurso ético, manso e aparentemente espiritual, mas usam essa "fachada de virtude" para ganhar a confiança e fazer com que as pessoas baixem a guarda; (2) Apresentam a tentação como algo inofensivo, i.e., usam palavras doces para suavizar o pecado, alimentando a concupiscência das pessoas sob o pretexto de "compreensão", "liberdade" ou "amor"; (3) Validam sutilmente as ações reprováveis diante de Deus, a fim de tornar um erro seguro e justificável, sem confrontar o pecado, diferentemente do verdadeiro ministro da verdade que odeia a natureza pecaminosa.
Antes de enfrentar o que está diante de você, permita que Deus revista o que está dentro de você.



Comentários
Postar um comentário